Início da Roda Semanal de Danças Circulares das Diversidades na UFABC!

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Participantes da Roda Semanal de Danças Circulares das Diversidades na UFABC

11 de maio de 2013, Campus Santo André

 

No último sábado, dia 11 de maio, teve início a Roda Semanal de Danças Circulares das Diversidades na UFABC!

Neste quadrimestre, essa atividade de extensão está em desenvolvimento todos os sábados, das 14:00 às 16:30 horas, no sétimo andar da Torre 3 do Bloco A, no campus Santo André, e é uma parceria dos projetos Dança Circular na UFABC e Diversidades em Performances, que realizaram duas oficinas em abril e maio em Santo André e em São Bernardo, contando com a participação de dezenas de pessoas, tanto da comunidade acadêmica quanto da comunidade externa.

Nossa Roda Semanal de Danças Circulares das Diversidades agora também conta com o apoio e a parceria do Programa de Extensão Memória dos Paladares, cujo espaço é anexo ao saguão em que dançamos, e que abriga atividades relacionadas à memória e à cultura alimentar, entre elas nossas confraternizações que ocorrem nos intervalos das danças.

Assim, nosso convívio com a arte da dança também será entrelaçado com a arte culinária, em vivências e oficinas programadas para acontecer até o final do ano, fazendo com que a comunidade transforme o ambiente acadêmico também num espaço acolhedor, criativo e de conhecimento acerca da arte e da cultura dos povos!

As atividades são abertas e todos estão convidados: participem!

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“Eu vim à Dança
Como isto tudo aconteceu, nenhuma fantasia o diz,
Contudo, todo o meu Desejar e todo o meu Querer
Oscilavam com o Amor nos mesmos Círculos
Que conduzem nosso sol e todas as estrelas.”

Bernhard Wosien (1908-1986), bailarino e coreógrafo, criador do movimento cultural das Danças Circulares

WORKSHOP DE DANÇA CIRCULAR EM SANTO ANDRÉ E SÃO BERNARDO

Nos dias 27 de abril, em Santo André, e 04 de maio, em São Bernardo, aconteceram workshops de Dança Circular na UFABC.  Entre os 34 participantes, a maioria da região (algumas pessoas vieram de São Paulo), estavam presentes membros da comunidade, servidores e alunos.

 

e na sala de dança do bloco b...

e na Sala de Dança do Bloco B…

Foram momentos onde o conhecimento sobre a História das Danças Circulares foi compartilhado: conversamos sobre a importância da dança no mundo contemporâneo, na educação, na saúde e, principalmente, dançamos!

 

 

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As danças e músicas  vieram de outros países ou daqui mesmo e envolveram a todos, integrando os grupos  de maneira harmoniosa.

 

 

 

no Bloco Beta, em São Bernardo

no Bloco Beta, em São Bernardo

A diversidade vivenciada através de músicas de várias origens trouxe a certeza quanto a importância do respeito  as diferenças.

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Fizemos uma dança sentados, na perspectiva de incluir os que tem mobilidade reduzida.

 

 

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E em São Bernardo, até o pátio entrou na dança!!!

A dança. O corpo. O brincar. Algumas relações entre dança e psicanálise.*

Pelos caminhos da psicanálise, é sempre o outro que constitui a mim mesmo como pessoa. E isso acontece nos primórdios, muito cedo, por meio das experiências do corpo.
O dançar, que fique claro isso, como movimento espontâneo e não cheio de tecnicismos, “põe em jogo” a vida em relação ao corpo. O prazer do gesto, não colonizado pela meticulosidade do treinamento ritual (aquele que nem sequer interrogamos no cotidiano).
Somos corpos reais, e não extraordinários. O corpo dói, adoece, se afeta, quer repousar e se mover na hora errada. Tem ciclos e morre. Enquanto isso os relógios ditam resultados que possam ser verificados quantitativamente…
Walter Benjamin foi um daqueles que mais bem observaram as trágicas transformações nos modos de viver, que deslocaram o lugar do corpo neste mundo. Num ambiente moderno de caminhos retificados, ambientes homogeneizados, os movimentos passam a ser também controlados. O corpo passa a ser objeto interiorizado de consumo. Entidade bidimensional, fechada. Impedem-se fluxos, contaminações e espontâneas proximidades.
Eis que numa roda de dança cria-se de repente o coletivo. Ao brincar, estando mais solto e inteiro na ação, sem autocrítica, experimento minha existência entre outros. Sem submissão. As partes do meu corpo podem ser vividas como reais, animadas pela minha presença. Estou vivo!
*Estas relações eu encontrei num texto precioso de Pedro Rodrigo Sanches, Apontamentos sobre o corpo contemporâneo, capítulo de seu trabalho ‘Encontro entre corpos: um estudo sobre o corpo por meio do diálogo entre a dança contato improvisação e a psicanálise winnicottiana’, de 2012.