Início das Rodas de Dança Circular no Campus São Bernardo do Campo

A partir da próxima semana, teremos rodas semanais de Dança circular no Campus São Bernardo do Campo!
Quem irá focalizar as rodas será a Rosely Correa, que é professora, coreógrafa e bailarina clássica formada pela Escola Municipal de São Paulo, pela Royal Academy of Dancing of London, com curso de especialização na Escola de Ballet Bolshoi na Rússia. É focalizadora de Danças Circulares Sagradas formada pela Triom Centro de Estudos com Renata Ramos em 2004, tendo feito curso de formação com Friedel Kloke em 2007.

Venham participar! A atitude é gratuita e não é necessário inscrição prévia.

ONDE?
UFABC – Câmpus SBC – Rua Arcturus, 03 (atrás do Ginásio Poliesportivo) – Jardim Antares

QUANDO?
Todas as quartas-feiras, das 17 as 19h (início 07/08) – No pátio do Bloco Beta

PDF cartaz DANÇA CIRCULAR – RODA SEMANAL SBC

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A dança. O corpo. O brincar. Algumas relações entre dança e psicanálise.*

Pelos caminhos da psicanálise, é sempre o outro que constitui a mim mesmo como pessoa. E isso acontece nos primórdios, muito cedo, por meio das experiências do corpo.
O dançar, que fique claro isso, como movimento espontâneo e não cheio de tecnicismos, “põe em jogo” a vida em relação ao corpo. O prazer do gesto, não colonizado pela meticulosidade do treinamento ritual (aquele que nem sequer interrogamos no cotidiano).
Somos corpos reais, e não extraordinários. O corpo dói, adoece, se afeta, quer repousar e se mover na hora errada. Tem ciclos e morre. Enquanto isso os relógios ditam resultados que possam ser verificados quantitativamente…
Walter Benjamin foi um daqueles que mais bem observaram as trágicas transformações nos modos de viver, que deslocaram o lugar do corpo neste mundo. Num ambiente moderno de caminhos retificados, ambientes homogeneizados, os movimentos passam a ser também controlados. O corpo passa a ser objeto interiorizado de consumo. Entidade bidimensional, fechada. Impedem-se fluxos, contaminações e espontâneas proximidades.
Eis que numa roda de dança cria-se de repente o coletivo. Ao brincar, estando mais solto e inteiro na ação, sem autocrítica, experimento minha existência entre outros. Sem submissão. As partes do meu corpo podem ser vividas como reais, animadas pela minha presença. Estou vivo!
*Estas relações eu encontrei num texto precioso de Pedro Rodrigo Sanches, Apontamentos sobre o corpo contemporâneo, capítulo de seu trabalho ‘Encontro entre corpos: um estudo sobre o corpo por meio do diálogo entre a dança contato improvisação e a psicanálise winnicottiana’, de 2012.